quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


VOCÊ CRÊ EM MILAGRES????
(História verídica)


Nada como terminar o ano cheio de vitórias.
Há quem diga que o meu 2012 não tenha sido bom. Mas engana-se redondamente quem assim pensa. Pois foi justamente em 2012 que, mais uma vez, pude ver o tamanho do amor de Deus para comigo, minha vida e minha família.
Sou grata a Deus por tudo, minha vida, meu esposo Jr, minha princesinha Mirelly Beatriz, familiares, amigos, meu trabalho, faculdade, mas quero agradecer em especial pela vida do meu filho Abner, que nasceu dia 06/07/12.
No fim da minha gestação, minha pressão arterial começou a subir. Fui obrigada a ficar de repouso alguns dias antes de seu nascimento.
No dia em que comecei sentir as contrações, fomos ao hospital, por volta de 23:30 hrs e eu já estava me sentindo mal e sabia que minha pressão tinha subido. O médico ginecologista/obstetra que estava de plantão e me atendeu, disse que minha pressão estava 14,9 e ainda era considerada “normal”. Questionei-o, pois o médico que acompanhou meu pré-natal disse que pra mim, esse número já estava alto. Mas ele teimou em dizer que estava “normal” e me mandou para a sala de pré-parto para aguardar a “ordem natural” das coisas. Já era por volta de 00:30 hrs, do dia 06/07/12.
Chegando na sala de pré-parto, só haviam 03 leitos e estavam todos ocupados. Arrumaram um leito para mim no corredor.
Vieram escutar o coraçãozinho do nenê, e estava muito baixo, quase desaparecendo os batimentos. Então perguntei a enfermeira o porquê de estar tão baixo, ela me respondeu que era o aparelho. Só que os coraçõezinhos dos outros bebês se podia ouvir normalmente. Questionei novamente, ela me respondeu que o meu bebê poderia estar virado. (?)
As horas foram se passando e minhas dores e o sangramento aumentando, bem como um calorão absurdo e uma sede sem explicação. Estava passando mal mesmo. Pedi para que aferissem minha pressão e a resposta foi “está boa”. Comecei uma saga entre o wc, bebedouro de água e o leito em que eu estava. Não conseguia ficar deitada, nem sentada, nem em pé. Adiantaria falar que não estava bem? Com certeza eles iriam achar que era “frescura” da minha parte.
Nesse momento, o médico chamou uma das mães que estavam dentro da sala de pré-parto para realizar o seu. Quando ela foi para a sala de parto, falaram para mim ir para o leito lá dentro. Desci de onde eu estava (no corredor) e fui para dentro da sala de pré-parto. Quando cheguei no pé da cama, em pé mesmo, a bolsa estourou e o líquido estava muito quente, vindo tudo, mas tudo mesmo, para baixo. Tive que segurar com a mão, pois a sensação era de que o bebê iria cair no chão. Sangue não faltou. Só tive tempo de gritar “tá nascendo!”. E, como Deus é muito bom, nesse momento colocou um anjo em nosso caminho. A enfermeira Andréia havia acabado de entrar no setor e, ao ouvir eu gritando “tá nascendo!”, voltou correndo, me pegou pela mão ajudando-me a subir no leito. Com uma calma sem igual, tentou em todos os momentos me passar tranquilidade e, ali na frente de outras mães, ela mesmo fez meu parto.
Umas três forcinhas o bebê saiu, olhei para ele, estava cinza, arroxeado, mas achei que fosse por causa da luz. Nisso a enfermeira saiu correndo com ele, nem me mostrou e eu ali, tentando escutar o choro dele, mas em vão. Eram 05:14 hrs. Ele nasceu sem chorar e sem respirar. Teve de ser reanimado.
Depois dos procedimentos obrigatórios, feitos pelo então médico (se assim posso chmá-lo), fui para o quarto e fiquei esperando ansiosamente pelo meu bebê. As horas foram se passando e nada, nada, nada. Às 10hrs fui ao berçário perguntar sobre o meu bebê e a demora dele vir para o quarto. A resposta foi que havia muitas crianças nascendo, por isso da demora. Até tentei acreditar, mas depois que vi outras mães que haviam ganho seus bebês depois de mim e já estarem com eles. Fui novamente perguntar sobre o meu bebê e disseram que ele estava em observação porque havia engolido água do parto.
Aguardei, aguardei, aguardei. Às 17:00 hrs (quase 12 horas após seu nascimento), o médico nos chamou lá no berçário para nos dizer o que realmente havia acontecido: o bebê tinha engolido água do parto, defecado dentro da barriga e, por isso, estava expelindo um líquido e precisava ficar em observação. Nesse momento, ali na nossa frente, ele começou a ter uma crise convulsiva (tremia o bracinho esquerdo, entortava a boquinha e espumava pela boquinha). Que desespero! Na hora o médico o levou para a UTI Neo. Daí em diante, começou nosso desespero. No outro dia teve outra crise convulsiva. Permaneceu na UTI Neo durante 05 longos dias...
Nesse período foi feito uma tomografia do seu celebro para detectar possíveis causas das convulsões e/ou suas conseqüências.
Quando o resultado chegou, o médico nos chamou e aí passou o diagnóstico: em decorrência de um derrame ocasionado por ele ter ingerido líquido na hora do parto e ter faltado oxigênio na hora de seu nascimento, uma parte enorme de seu celebro (quase todo) morrera, ficando então, uma mancha enorme – a parte esquerda todinha do célebro e grande parte do lado direito. Isso faria com que meu bebê tivesse que conviver com graves seqüelas que afetariam sua fala, seu andar, seus movimentos, enfim, nas palavras do médico, meu filho iria “vegetar”.
Nessa hora, não posso negar, desmoronei! Como que isso poderia ter acontecido se na gestação ele estava em perfeito desenvolvimento, saudável? Por causa de um médico sem compromisso meu filho teria que passar a vida inteira “vegetando”? Sem contar que ele poderia ter nascido morto, morrido depois e até eu poderia ter morrido! Fiquei sem chão!
Voltei para o quarto e ali permaneci calada, fazendo meus questionamentos para Deus. E como Ele é maravilhoso, não me deixou à mercê. Naquele dia, a enfermeira Iza, a qual eu não conhecia ainda, pois ela estava regressando se duas férias naquele dia, entrou no quarto em que estávamos para conversar com outras mães que já estavam ali há algum tempo. Eu estava em pé com o Abner atrás dela. Um dado momento, ela virou-se para mim e disse com toda autoridade “fica tranqüila, eu não sei o que está acontecendo com você, mas Deus está me dizendo que irá fazer maravilhas na sua vida! Pode confiar!”. Essas palavras foram como um bálsamo para o meu coração!
Nesse mesmo momento, meu esposo estava na igreja (também desesperado), pedindo intercessão às irmãs do Círculo de Oração Rosa de Saron da IEADCM. Elas fizeram um círculo ao redor dele e, clamaram à Deus, intercedendo por uma solução. E, então, ficamos na dispensação do Senhor.
Ficamos por mais alguns dias no hospital para o bebê ficar em observação. Quando estávamos na eminência de ir embora para casa, na noite anterior à data prevista de alta, o médico que estava cuidando dele entrou no quarto e me disse que estava investigando melhor o caso do Abner e, que havia algo estranho. Para entender melhor, o celebro humano é dividido em duas partes: direita e esquerda. Cada parte comanda as partes contrárias do corpo, ou seja a parte direita comanda a parte esquerda do corpo e a parte esquerda comanda a parte direita do corpo. E, ao pesquisar melhor o caso do Abner, o médico viu que a convulsão foi do lado esquerdo e a lesão maior também estava do lado esquerdo (teria que ser do lado direito). Com isso, ele nos disse que não daria mais a alta e que nos enviaria para Curitiba para fazer exames mais aprimorados, já que lá teria mais recursos e tem o hospital especializado – Pequeno Príncipe. Tivemos que entrar com pedido de vaga na Central de Vagas e, depois de quase 02 semanas de espera, finalmente saiu a vaga.
Fomos para Curitiba de carro baixo (não precisou de ambulância), com o motorista muito prestativo e a enfermeira Camila que nos acompanhou, também sempre prestativa e atenciosa à tudo.
Quando chegou a nossa vez da consulta com o médico, ele mal pegou o encaminhamento e perguntou o que estávamos fazendo ali, pois o caso do Abner era com o neuropediatra e ele era neurocirurgião. Haviam feito agendamento errado! Mais essa ainda! Sem contar que os exames que era pra ter mandado para o médico lá ver, não foi mandado.
A enfermeira Camila foi lá na recepção tentar agendar com o médico neuropediatra para aquele dia mesmo, mas a secretária disse que era impossível e que teria que entra na fila da Central de Vagas novamente. Entrei em desespero só de pensar em ter que ficar dias e mais dias dentro do hospital para esperar vaga; ter viajado 558 km com um recém-nascido e não ter a consulta. Não agüentei e comecei a chorar ali mesmo. Tentamos resolver aqui pelo Hospital Santa Casa e com contatos que poderiam reverter a situação, mas em vão.
Como Deus é muito bom, usou um anjo em forma de pessoa lá para nos ajudar. Uma mulher que estava lá no balcão aguardando uma receita para sua filha, viu o meu desespero e disse para a enfermeira que conhecia a doutora neuropediatra e que poderia ir atrás dela pra ver se ela não poderia nos atender. E lá se foram elas, Hospital Pequeno Príncipe adentro (quem conhece sabe que é enorme), em busca da doutora.
E ali fiquei eu, com um recém-nascido nos braços, não tendo como me virar com bolsas, bebê conforto... mais uma vez o Senhor proveu uma abençoadora para nos ajudar: a tia do meu esposo que mora lá, se disponibilizou a ir lá ficar comigo. E não é que a tia Luciana foi mesmo? Ficou conosco o tempo todo, andando pra lá e pra cá, ajudando a carregar as coisas. E ficou até o último momento em que lá ficamos.
Após horas de busca à doutora dentro do hospital, acharam-na e graças ao bom Deus, ela aceitou consultar o Abner só que teria que ser depois que as pessoas agendadas fossem consultadas. Resultado: tivemos que ficar o dia inteiro lá esperando até a última pessoa agendada ser atendida, para então o Abner ser consultado. Ela pediu mais exames, porém, nos mandou fazer aqui mesmo. Então voltamos.
Já aqui em CM, o médico então encaminhou os exames através do Hospital Santa Casa e lá fomos para Maringá fazer a Ressonância Magnética, pois aqui em CM não há anestesista pediátrico e os anestesistas que tem não queriam fazer o procedimento. Fomos também muito bem assistidos pelo motorista e a enfermeira Silvana que cuidou de tudo também.
Vocês não sabem o que é ver um recém-nascido dentro de uma máquina de Ressonância Magnética. Puxa, que dor!
O resultado realmente foi que ele tinha uma parte enorme do celebro morto e que não teria reversão e, em decorrência disso ele não poderia ser uma criança normal, nunca!
Na noite que antecedeu a nossa ida para casa, recebemos a visita das irmãs da IPC, que vale destacar, fazem um trabalho muito lindo dentro do hospital, visitando semanalmente a quem necessita de um palavra de amor, de conforto, de orações. A Lígia Meaurío se aproximou e perguntou o que havia acontecido, expliquei, ela disse para orarmos. Naquela oração, falamos em línguas estranhas e, ali senti minhas forças renovadas, uma esperança e uma paz que até então não havia sentido. E terminado a oração ela disse “vai em Paz porque ele já está curado”.
Após 32 dias no hospital, finalmente fomos para a casa e o Abner tinha que tomar todos os dias Fenobarbital (Gardenal) que ao contrário de que muitos pensam, não é remédio para loucos e sim, para prevenir crises convulsivas. Só que eu não aceitava essa situação. Toda vez que ia dar o remédio pra ele eu chorava e pedia para Deus livrar meu bebê disso.
E assim, se passaram mais três meses e foi nos pedido para repetir os exames. E agora, como fazer os exames que são caríssimos e estávamos sem condições financeiras para tal? O Senhor mais uma vez entrou com a providência e através de pessoas muito prestativas (não vou citar nomes para não dizerem que foi “politicagem” – sempre tem as más línguas, né?), conseguimos o exames mais caro através da Secretária de Saúde de CM. E lá fomos mais uma vez para Maringá.
Quando o resultado chegou eu e o meu esposo abrimos para ler e, apesar dos termos difíceis, pude entender que a macha havia diminuído. Ali, no meio da rua eu e o Júnior chorando, desta vez de felicidade, agradecemos ao nosso bom Deus.
Ao levar o resultado para o médico ver, vi que eu estava enganada, a mancha não tinha diminuído, ela sumiu de vez! Meu Deus! Que felicidade tremenda. Ele não faz por partes, Ele faz por completo! Pra honra e glória do nosso bom Deus, uma coisa que não tinha reversão, que teria que se conviver pro resto da vida, simplesmente desapareceu! É milagre ou não é? Deus existe ou não existe?
E pra honra e glória do Senhor, o Fenobarbital (Gardenal) não precisa mais fazer parte da rotina do Abner.
O exame foi levado para alguns médicos ver e as perguntas e até afirmações surgiram: “que mancha é essa, que some?”, “a cabeça da criança é uma caixinha de surpresas...”. Mas eu digo com toda a convicção: foi Deus! Deus curou o meu filho! Deus realizou um milagre em nossas vidas! Deus restitui o celebro do meu bebê! O que nenhum médico podia fazer, Deus foi lá e fez e, mais uma vez mostrou que ele é Deus! Que Ele ainda existe e ainda opera milagres e maravilhas, “ ... Não temas, crê somente” – Marcos 5:35.

E hoje, ele está com 06 meses, pesando quase 10kg, medindo 71 cm, ativo e esperto para idade dele. Só tenho a agradecer.
Foram 32 dias de saudades da minha primogênita que por várias vezes me ligou chorando pedindo pra ir logo pra casa. De saudades do meu esposo que teve que ser forte por mim e por ele.
O que passamos nesse período, posso dizer que foi um aprendizado sem tamanho. Uma experiência única e inesquecível. Quantas vezes lá dentro do hospital, tive que suprimir a minha dor para poder falar um pouco do amor de Jesus às outras mamães que lá estavam com seus bebês, muitas com problemas até maiores que os meus. Quantas vezes pudemos ver a mão de Deus cuidando de tudo, de cada detalhe, mostrando que não estávamos sós, que era pra confiarmos, apenas. Nesse período, pude me achegar mais perto de Deus e ver o tamanho do seu amor para comigo, minha vida e minha família. Mais uma vez, o Senhor me surpreendeu com Seu terno amor.
Agradeço imensamente e de coração a todos os nossos familiares que lutaram e sofreram juntamente conosco.
Aos nossos amigos que incansavelmente nos ligavam para dizer “se precisar de alguma coisa, estou aqui”, com certeza foram fundamentais nessa nossa jornada. E, aos que nos visitaram conforme suas possibilidades. Não citarei nomes, pois corro o risco de esquecer de alguém.
Aos pastores Flavinei, Enéas, Lenildo, Ev. Gesse que nos visitaram e ali, oraram por nós.
Ao círculo de oração Rosa de Saron da IEADCM que com suas mulheres valorosas, nos ajudaram a interceder junto ao Pai, sem pestanejar.
À todos os amigos e irmãos da IEADCM que nos ajudaram em oração.
Às constantes visitas do pessoal da IPC, IEQ e IPR que não se cansam de levar as boas novas aos corações fracos e quebrantados.
Aos irmãos da IER-Mamborê que também se uniram a nós nessa empreitada, pedindo a Deus que nos socorresse.
Aos irmãos e amigos em Curitiba que fizeram campanha de oração em prol de nossa causa.
À equipe do Hospital Santa Casa de CM, que trabalham incansavelmente para que hospital atenda da melhor forma possível seus pacientes. Desde as zeladoras, equipe de cozinha e lavanderia, à equipe de enfermagem – desde a UTI Neo até as que atendem aos quartos -, equipe médica, equipe administrativa. Fizeram e fazem um belíssimo trabalho.
À Secretaria de Saúde de CM que nos ajudou com os exames e transportes.
Às enfermeiras e motoristas que nos acompanharam hospitais e clínicas afora.
À Ionice que sem medir esforços cuidou da minha menina linda Mi e, ao Gesse e ao Wanderson que por um mês inteiro levaram e buscaram-na na escola pra mim.
E, àqueles que de uma forma ou outra nos ajudaram em oração, com palavras amigas, viabilizando uma coisa ou outra, agilizando um procedimento aqui e acolá.
E, claro, não posso deixar de agradecer a Deus por ter me dado um esposo companheiro , prestativo e que pra não me deixar preocupada ainda mais, se fez de forte o tempo todo quando na minha presença. Obrigada amor, por pensar e trabalhar em prol do meu bem-estar e de nossa família.
Só tenho a agradecer em nome de minha família por Deus ter colocado todos vocês em nossas vidas e, pedimos ao Senhor que, assim como fez nas nossas vidas, derrame muitas bênçãos sobre a vida de vocês, retribuindo em dobro tudo o que fizeram por nós.
E, mais uma vez digo, que se você tem algum problema, alguma enfermidade que te aflige, entregue-se ao Senhor de todo o seu coração e verás milagres e maravilhas acontecer em suas vidas, pois Ele vive e ainda opera milagres.“Bendito é nome do Senhor, pra sempre!” – Salmos 113:2 



Texto escrito por Lize Nunes.


Que a paz do Senhor reine em nossa vida.

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